sexta-feira, 17 de setembro de 2010

A vírgula é a sequência

  Eu não quero a obrigação de apresentar fatos. Eu abro a questionamentos, não tenho habilidade com o exato. O inquestionável dá fim ao assunto e eu não quero decorar ideologias quando o tempo é progressivamente inconstante, a mudança é a regra e o ritmo é ser mutável.
  A única precisão é esse momento, é nele que me toma a inquietação: nesse instante há pessoas com motivos para sorrir, gritar e lastimar. E agora, existem diversas situações divididas por esse território, esse oceano e a parede, que delimita o meu espaço e o do vizinho. Ou não, ás vezes no mesmo corredor, na mesma enfermaria há quem nasça e quem morra, o profissional que salva e o que nada mais lhe cabe fazer. Essa simultaneidade ainda me impressiona.
  Dessa vida mutável e simultânea eu me deparo, como todo ser, com o benéfico e o maléfico, a minha construção e melhora está na minha escolha em absorver do que quer que seja o melhor, aproveitável para minha edificação, me permito perceber mais que o óbvio, porque a negatividade é óbvia, aí aparece o que considero a minha esperança, tomar novamente o fôlego. E não há conclusão, a vírgula é a seqüência, o horizonte é ininterrupto para quem consegue enxergar.

                                                                                Bruna Rodrigues

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