quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Começando pelo começo

  Eu fico tão feliz quando alguém que tem realmente algo a dizer cria um blog, porque hoje os criadores de blog na sua grande maioria não são os que tem algo a acrescentar mas sim aqueles que tem  tempo de sobra, disposição e paciência para manter esse diário virtual. É a parte negativa – se existir parte negativa – da inclusão digital.
  Normalmente, quem cria uma página como essa é aquela pessoa que está presente em todas as redes sociais e variações (orkut, twitter, facebook, fotolog, formspring e etc), e eu não estou inclusa nessa realidade, eu sempre sou a última a criar perfil em rede social e, até pouco tempo atrás, achava entediavelmente(?) inútil porque eu só tinha visitado twitters que não saiam do “contar como foi seu dia” e eu ficava me perguntando por qual razão era legal falar que estava almoçando, que ia dormir ou aquelas páginas igualmente chatas que só divulgam coisas, e essa minha impressão mudou depois que eu comecei a ler twitters interessantes que davam opiniões, que tinham citações relevantes. Com os blogs foi semelhante, comecei a descobrir blogueiros que tinham dicas a dar, que falavam de arte e o blog tinha uma aparência agradável para uma boa leitura, por mais curtos que os textos da internet tenham que ser até que estrategicamente para atrair o internauta.
  E ultimamente tem me dado uma súbita vontade de criar um blog no intuito de mostrar ao outro o que eu tenho a dizer, mais um motivo é não achar blogs descentes para ler. Por mais que eu sempre tenha tido a necessidade de escrever (no papel) eu nunca quis um blog por razõe que são, por exemplo, não me matar com divulgação de blog ou de qualquer outra coisa, no máximo vou colocar o link no meu perfil pessoal e comentar com alguns amigos, e o mais assustador (para mim) que é o fato de ter que atualizar sempre, logo eu que mal atualizo os meus perfis pessoais, aliás no meu orkut tenho uma comunidade chamada “Escritores que não escrevem”, eu acabo de me desclassificar da mesma.
  Essa continuidade de ter que atualizar sempre faz soar aos meus ouvidos como obrigação, e obrigação é a coisa que mais me pira no mundo (isso será comentado em outros posts). Mas então, o que me faz criar um blog agora? E pior, em ano de vestibular?
  É que eu sou muito curiosa, mergulho em pesquisas intermináveis e acaba que descubro algo novo todos os dias, e me dá meio que uma vontade de compartilhar, um sentimento de colocar para  fora. E é empolgante postar o que eu procuro em outros blogs e não acho, ás vezes a leitura de um blog fica sendo apenas um exercício mental de corrigir erros ortográficos do texto de alguém, que a gente tenta de um modo otimista achar que foi erro de digitação.

                                                                             Bruna Rodrigues

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