Não é suficiente. É o que adianto para o leitor, pois nada
que eu fale será suficiente. É a Cássia, a “voz de fogo” como intitula um livro que conta a trajetória da cantora.
A genialidade de Cássia
Eller me atinge em cheio, por sua voz indescritível com seu repertório rico
(muito rico, Renato Russo, Chico Buarque, Jimi Hendrix, Rita Lee e outros) e
sua atitude rock n’ roll, a cantora que tirava a blusa e “coçava o
saco” no palco era tímida, como mostra numa rara entrevista dada a Leda Nagle
(programa Sem Censura), e rara mesmo, pois a própria conta que “não gosto de
vender a cara, gosto só de fazer show”, o que mostra a arte no seu sentido
verdadeiro da palavra, Cássia não é comercial, e o desprendimento no palco vem do
se sentir em casa por fazer o que gosta., e não por marketing como muitos que vemos. A cantora vista fora do cenário
profissional continua a inspirar admiração, mostra inteligência,
personalidade e modéstia.
Foi 2001 - ano de
seu falecimento - o mais produtivo de sua carreira em que lançou seu Acústico
Mtv venerado por todos nós, participou do Rock in Rio, lotou como nunca os
shows, tocou como nunca nas rádios. É muito inquietante saber que a Cássia
Eller planejava um novo cd e falava com compositores, já que não exteriorizava
as suas composições. Imaginem as próximas parcerias com Nando Reis e tudo mais?
Enfim, eternizou porque ela é fera, bixo, anjo
e mulher!
"Sou mulher, sou pobre, sapatão, mãe solteira, preencho
todas as lacunas. Tem de saber lidar com o preconceito"
(Maio de 2001)
"Acho ótimo a pirataria, acho 'o bicho'. O cara não tem
dinheiro, nem nada. Vai ficar sem ouvir música?"
(Maio de 2001)
"O que mais me preocupo na educação de meu filho é
ensiná-lo a respeitar as coisas"
(Maio de 2001)
"Sou a favor de toda música espontânea, que não foi
criada por gravadoras", diz Cássia, apoiando o funk carioca
(Maio de 2001)
Bruna Rodrigues
Bruna Rodrigues



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