sábado, 27 de novembro de 2010

Pouca luz, olhos e minutos

  Como tantas vezes fiz, me deu vontade de entrar no seu quarto sem bater, deitar do seu lado e te perguntar como você consegue assistir canais de compra. Aquele quarto que é onde você se isola depois de todo um dia em que se manteve forte para o nosso bem. Só a luz da TV, chinelos no tapete, vestida com robe e de feição séria. Sem pestanejar eu olhava aquele rosto de pele seca, pouca sobrancelha e olhos de quem está longe. Eram aqueles minutos que eu te admirava que valiam por todos os dias da semana que a pressa me impediu de te tocar. A geografia já não me permite ter esses minutos, basta a certeza de que você está bem. É vital saber disso quando se trata da pessoa mais importante da minha vida e da mais incrível que eu conheço.

                                                                                 Bruna Rodrigues

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